Marcus De Mario

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"Educar é transformar.
Educar é potencializar.
Educar é trabalhar tanto a inteligência quanto a moral, para que o homem saiba, através da moral, o que fazer da inteligência. Compete à educação levar o homem para objetivos definidos em sua vida, em que ele tome atitudes baseadas na sua plena consciência, sabendo que não vive isolado ou apenas para si, mas numa coletividade, numa sociedade organizada em que, se tem direitos, possui também deveres.
A educação do caráter gera responsabilidades.
A educação moral gera seres sensibilizados, com sentimento no coração, que irão buscar o desenvolvimento da inteligência para o progresso comum".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vida

 

Nasci em julho de 1955 na cidade de São Paulo, da qual guardo ternas recordações, pois desde outubro de 1977 vivo na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro. Não perdi o contato com minhas raízes paulistanas - a família é grande e tenho muitos amigos - mas com o tempo passando confesso que minhas memórias juvenis recordam outra São Paulo, ainda cosmopolita, sem os quilômetros de engarrafamentos diários que hoje a caracterizam.

Minha família é de imigrantes italianos, por parte de pai, e imigrantes espanhóis, por parte de mãe. Prevalece a raíz italiana, pois minha avó materna, nascida na Espanha, era casada com um bom e tradicional italiano. Bem, tudo acabou numa boa pizza, muita massa e festas com muita, mas muita gente, embora eu, particularmente, não seja muito de festas. Prefiro o recolhimento, as reuniões com menos pessoas, com menos barulho e burburinho, embora também alegres e festivas.

Desde a infãncia, por legado de minha mãe, tive contato com o Espiritismo, ou Doutrina Espírita, que abracei conscientemente na adolescência para nunca mais deixar de pautar minha vida pelos seus princípios de amor e caridade, estudo e renovação moral.

No calor da juventude, estava com vinte anos, acompanhei meu pai em sua transferência profissional para a cidade do Rio de Janeiro. Saímos, eu e minha mãe, da São Paulo literalmente congelada, para chegar, de manhãzinha, no Rio de Janeiro, com sol aquecendo o Cristo Redentor a 38 graus centígrados. Nem preciso dizer das dificuldades de adaptação, mas que logo foram superadas.

Com essa transferência tive que reiniciar meus estudos superiores. Fazia Administração, estava no primeiro ano, e resolvi prestar novo vestibular. Passei para o Curso de Administração da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro. No ato de confirmação da matrícula decidi seguir meu coração: não quero ser um administrador, quero ser um educador. Não fiz a matrícula e parti para outro vestibular, agora para Pedagogia. Nessa época, início dos anos 1980, trabalhava numa grande empresa, na área administrativa, e minha decisão não foi bem aceita. Comecei a me desinteressar dos processos administrativos e a empresa começou a se desinteressar de mim. Ela encontrou, depois de quase dois anos de convívio, a solução: demitiu-me.

Bem, lá fui eu para a Faculdade de Pedagogia. Que martírio! Explico: desde muito já estudava educação por conta própria e tinha ideias e ideais bem firmados, numa visão transcendente do ser e da vida, e o que encontrei no ambiente universitário foram pensamentos retrógrados, aulas burocráticas, muita falação teórica e quase nada de prática, de vivência. Quando iniciei o estágio em escola pública do ensino fundamental, outro martírio! A escola mais parecia um bazar onde se podia comprar de tudo. As professoras estavam interessadas em ter renda extra vendendo perfumes, roupas, bijouterias; dar aula não era bem o interesse prioritário, e muito menos conversar sobre educação. Certo dia, acompanhando junto com a Diretora a saída das crianças, ouvi em alto e bom som: "Finalmente me livrei dessas pestinhas!". Ninguém reagiu. Pensei seriamente em abandonar a faculdade e a educação. Não fiz isso, mas joguei o diploma numa gaveta e parti para outras atividades. Estava desiludido.

Até o final da década de 1990 tive várias experiências como editor e livreiro, pois sempre admirei os livros, semnpre gostei de devorar livros mas, confesso, nunca fui um bom empreendedor. De experiência em experiência, de fracasso em fracasso, o ideal da educação começou a bater mais forte no coração, e, em 1999, reuni amigos de ideal e criei o Instituto Brasileiro de Educação Moral (IBEM). ao qual passei a me dedicar de corpo e alma.

Tornei-me escritor, e, depois de tentar mais uma fracassada tentativa de gerir uma editora, finalmente percebi que o meu mundo é mesmo o da educação e a literatura, esta, apenas como escritor.

No IBEM desenvolvi o Projeto Educação Moral para Formação do Homem, a Pedagogia da Sensibilidade, a Escola do Sentimento, o Programa Vivendo Sempre em Paz e o Programa Afetividade e Convivência na Empresa, realizando palestras, seminários, oficinas de vivências, e escrevendo muito, algumas centenas de artigos.

E leguei à humanidade, até o momento, diversos livros: É Preciso Amar; Visão Espírita da Educação; A Educação Moral e Sua Aplicação na Família e na Escola; Pedagogia da Sensibilidade; Espiritismo e Cultura; Escola do Sentimento; Família, Espaço de Convivência; Gestão Humanizada de Pessoas; Estudando o Centro Espírita; O Outro Sentido; Amanhã Será Outro Dia, entre outros. Alguns estão disponíveis nas livrarias, outros aguardam re-edição.

E não poderia terminar este esboço de vida sem falar de minha família. Meus pais, que sempre tudo fizeram para me dar bons exemplos, bons conselhos e uma firme orientação moral. Meus filhos, que nunca me deram trabalho e constituem jóias reluzentes em meu coração. Minha esposa Marilia, a quem dedico com muito amor meus esforços pela educação moral e humanização de escolas e empresas, e que me tem sido apoio indispensável.

Agradeço também a você, que teve paciência de fazer a leitura e chegar a este ponto do texto.

E, finalmente, agradeço a Deus pela vida, pelos aprendizados e e pela Sua solicitude para comigo.

Espero que goste do conteúdo deste site e que, algum dia, possamos estar juntos. Eu, escrevendo e falando, você lendo e ouvindo. Nós dois procurando praticar as lições que concordarmos sejam úteis.

Muito obrigado e meu desejo que a paz envolva sua vida.

 

 

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